terça-feira, 4 de maio de 2010
Do 57
domingo, 2 de maio de 2010
"Do Diabólico ao Simbólico: A Filosofia de Vilém Flusser"
quarta-feira, 28 de abril de 2010
A morte antes da morte
António Quadros
A Morte antes da Morte,
In: “Sílex”, Lisboa, n.° 4, Set. 1980, pp. 3-8
Heteronímia e Alquimia ou do Espírito da Terra ao Espírito da Verdade
"[...] Perguntamo-nos hoje, ao acompanhar os desenvolvimentos ainda mais recentes da psicologia, que significado real terá tido a simulação ou o fingimento de Pessoa, no sentido corrente destes termos, e como ele próprio os definiu, falando para estranhos ou para um público vago. Perguntamo-nos se os heterónimos não correspondem simplesmente a cisões reais e inescapáveis de uma individualidade que quase diríamos infinitamente complexa, mas tomando ela consciência plena do fenómeno e procurando assumi-la e, em último termo, sublimá-la. Entre a individualidade e a personalidade interpõe-se a máscara ou persona, que é a projecção de uma síntese de traços caracterológicos, inclinações anímicas e complexos afectivos. Usada desde muito cedo, senão abusada pelo voluntarismo do orgulho (eu sou quem sou, eu sou coerente comigo próprio, não há em mim contradições), a persona confirma e acentua o que se chama a unidade personalística. Os heterónimos seriam pois, se porventura analisados por Janet, Morton Prince ou Jung, «parcelas de personalidade», coexistentes e independentes, caracterologicamente diferenciadas e até com memória própria que, confrontando-se no teatro do inconsciente, mas reconhecidas pela consciência vigilante do poeta, viveriam o que este definiu como «um drama em gente».sábado, 24 de abril de 2010
António Quadros, O Escritor e a sociedade
sexta-feira, 23 de abril de 2010
António Quadros sobre o Orpheu
quinta-feira, 22 de abril de 2010
António Quadros sobre Fernando Pessoa
"[...] Os citados críticos franceses, [Patrice Delbourg, Jean-Pierre Thibaudat, etc.] deslumbrados pelos sinais mais exteriores e espectaculares da personalidade literária de Fernando Pessoa, insistiram sobretudo nos aspecto inovadores e modernistas da sua obra, na questão intrigante dos heterónimos ou na inteligência prodigiosa de todos os seus escritos. Se ficássemos por aqui, no entanto, pouco avançaríamos no conhecimento da poética pessoana. É que se Pessoa foi um inovador, foi também um expressor de princípios e arquétipos que transcendem as categorias do tempo; se foi um moderno e um modernista, foi também um incansável pesquisador e assuntor do tradicional, do secreto, do mítico, do enigmático, do que se perdeu ou esqueceu e contudo está vivo, porque é talvez perene na cultura portuguesa e universal mais profunda; se, com a invenção dos heterónimos, exprimiu como ninguém a cisão psicológica e espiritual da alma humana, através do drama da sua própria alma, conflitualmente dividida em estratos sobrepostos, ao mesmo tempo nunca deixou de perseguir o nódulo interior ou o princípio de unidade, orientador da reconvergência possível, como telos ou fim último da gesta humana neste mundo de geração e de corrupção; e se a sua fulgurante inteligência analítica dá por vezes impressão de sofística ou dialéctica (tal a facilidade com que manipula os conceitos mais difíceis) há sempre nela, ao mesmo tempo, uma sinceridade, uma autenticidade, um pathos de sofrimento, de angústia e também de incansável determinação próxima da santidade intelectual, que dá grandeza heróica à sua obra, vista no seu conjunto como uma peregrinação sofrida e mantida para o absoluto ou mesmo para o divino, no paradigma fáustico, mas ultrapassando-o em momentos excepcionais de conhecimento merecido e alcançado. [...]" int. e org. de António Quadros, Publicações Europa-América
quarta-feira, 21 de abril de 2010
António Quadros sobre Fernando Pessoa (RTP, 1988)
terça-feira, 20 de abril de 2010
Texto de Álvaro Costa de Matos sobre o 57
segunda-feira, 19 de abril de 2010
António Quadros sobre...
Estruturas simbólica do imaginário na literatura portuguesa
Átrio, 1992, p.185
sábado, 17 de abril de 2010
Mircea Eliade sobre E. M. Cioran
"[...] Conhecia muito bem Cioran. Já éramos amigos na Roménia, nos anos 1933-1938 e fiquei feliz de o reencontrar aqui, em Paris. Admirei Cioran após os seus primeiros artigos publicados em 1932, quando tinha apenas vinte e um anos. A sua cultura filosófica e literária, os místicos alemães e Açvagosha. Por outro lado, possuía, muito jovem ainda, um espantoso domínio literário. Tanto escrevia ensaios filosóficos como artigos panfletários com um poder extraordinário. Podemos compará-lo aos autores dos apocalipses e aos mais famosos panfletários políticos. O seu primeiro livro em romeno, Nos Cumes do Desespero, era apaixonante como um romance e simultaneamente melancólico e terrível, deprimente e exaltante. Cioran escrevia tão bem o romeno que não podíamos imaginar que um dia mostraria a mesma perfeição literária em francês. Penso que o seu exemplo é único. É verdade, desde sempre, tinha admirado o estilo, a perfeição estilística. Dizia, muito sério, que Flaubert tinha razão quando trabalhava toda a noite para evitar um subjuntivo... [...]"Mircea Eliade
A Provação do Labirinto, Diálogo com Claude-Henri Rocquet
Publicações Dom Quixote, 1987, pp.74-75
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Forças terrenas
"[...] a saudade vence a irreversibilidade do tempo e a distância do espaço, efectua a síntese, ou mais a união do espaço e do tempo, anulando sua aparente diferença e desunião: e anulando-os finalmente como forças terrenas. Se quisermos apontar na espiritualidade mundial outro princípio semelhante e inserto numa dada filosofia, lembremos o ioga na filosofia indiana. A saudade é, tal o ioga, na sua vera tradução, união. E ambos como dimensões específicas de duas grandes espiritualidades mundiais; situadas, uma num extremo atlântico da Europa, outra no centro da Ásia. E duas formas diferentes que tomou o mito da reintegração, o que está primordialmente na saudade e no ioga. E ambos como disciplinas de ascese, visando a perfeição do ser e estar no mundo, num estado de consciência superior. [...] Mas, notável diferença, a saudade, pelo homem português, levou esse princípio à sua manifestação na História pela Descoberta da terra e do céu. Embora haja também no ioga esta dimensão cósmica, ela não se projectou num acto histórico realizado efectivamente na realidade. Na introversão da alma indiana e não-vontade de intervenção no mundo alheio, mas voluntariamente limitando-se sobre si, não houve essa outra projecção no plano histórico, tal como a nação portuguesa; uma concepção espiritual traduzida extrovertidamente num feito à medida universal, abrindo novo ciclo, a Idade Moderna."
Dalila Pereira da Costa
As Margens Sacralizadas do Douro Através de Vários Cultos.
(Lello Editores, 2006: p.101)
Poemas de Frei Agostinho da Cruz
Integrado no ciclo Portugal Renascente (iniciativa conjunta dos Cadernos de Filosofia Extravagante e da Nova Águia, em parceria com a Câmara Municipal de Sesimbra), tem lugar no próximo dia 24 de Abril, sábado, pelas 15:00, na Sala Polivalente da Biblioteca Municipal de Sesimbra, o lançamento de Poemas da Montanha, recolha de poesias de Frei Agostinho da Cruz que conta com um prólogo de Dalila L. Pereira da Costa e tem a chancela da Serra d’Ossa. A apresentação da obra estará a cargo de Luís Paixão.Sobre Frei Agostinho da Cruz, Teixeira de Pascoaes escreveu: “Todo o espírito superior, na luta vencedora contra a materialização, ou se mata, como Antero de Quental, ou, como Frei Agostinho da Cruz, força a barreira tenebrosa e ajoelha, rezando, aos pés de Deus...” Teixeira de Pascoaes, Os poetas lusíadas, Assírio e Alvim, Lisboa, 1987, p. 115
terça-feira, 13 de abril de 2010
Biblioteca de António Quadros
Da «Ode aos mitos ibéricos»
este mundo é outro e é o mesmo,
forma dramática ou épica de luta
pela vida mais verdadeira e mais real
que o homem em seu sonho escuta.
António Quadros
(Imitação do Homem, odes, Textos Espiral, 1966)
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Da «Ode à noite»
e três vezes me respondeu o imenso lamento
do perene humano sofrimento,
porquê, para quê?
de onde, para onde?
António Quadros
(Imitação do Homem, odes, Textos Espiral, 1966)
sexta-feira, 9 de abril de 2010
António Quadros sobre..
[...] Foi um pensamento essencialmente redutor. Um pensamento constantemente apostado em reduzir o complexo ao simples, o enigmático ao claro, o curvilíneo ao rectilíneo, o múltiplo e o diverso ao uniforme, o imenso ao mínimo, o espiritual ao material e o antropológico ao sociológico.
[...] Depois de supervalorizar uma sociologia horizontal, matemática e genérica, ignorando (ou ocultando) os dados da antropologia cultural, da psicologia, da caracterologia, da psicanálise, etc. (o que era muito mais fácil no seu tempo), tratava-se para Sérgio, de mostrar como tudo quanto é sociologicamente insignificante, na realidade... não existe.
[...] José Marinho esclareceu-o perfeitamente: em António Sérgio, a razão aparece-nos «sem o próprio conceito» [....]"
quinta-feira, 8 de abril de 2010
António Quadros sobre...
(Clássica Editora, 1964)
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Delfim Santos em diálogo
quarta-feira, 31 de março de 2010
"A situação pedagógica e a ideia de morte"
quarta-feira, 24 de março de 2010
O «Eros e Psique» de Pessoa, proposta de uma hermenêutica
António Quadros, Revista Persona, nº 4, 1981, pp. 37-42
terça-feira, 23 de março de 2010
João Alves das Neves sobre António Quadros
Em 1988, coordenamos na Academia Paulista de Letras, em São Paulo, o I Encontro de Estudos Pessoanos, do qual participaram destacados ensaístas brasileiros e portugueses, assinalando, entre outros, João Gaspar Simões, Teresa Rita Lopes e António Quadros, conforme ilustra a revista cultural Comunidades de Língua Portuguesa (agora, com 22 volumes publicados!). Foi no decurso desse diálogo lusíada que da admiração intelectual passamos à amizade. [...]"
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segunda-feira, 22 de março de 2010
Pela mão de António Quadros
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domingo, 21 de março de 2010
21 de Março de 1993
sábado, 20 de março de 2010
Berta Singerman diz poema de Fernanda de Castro
segunda-feira, 15 de março de 2010
Nova Águia nº 5
quinta-feira, 4 de março de 2010
Mircea Eliade Revisitado
do nascimento de Mircea Eliade.
FLAC Produções & Die Elektrischen Vorspiele apresentam:
Mircea Eliade revisitado
Programa:
* Performances de Wolfskin, Stalker Vitki e Plateau Omega;
* Escolhas musicais a cargo de Bilic, Julius e Team Kali;
* Projecção de três filmes inspirados em obras de Mircea Eliade: ‘Uma Segunda Juventude’,
‘Domnisoara Christina’ e ‘Eu Sunt Adam’.
13 Mar. 2010 22h30min. Fábrica de Som
Av. Rodrigues de Freitas, 23-27
4300-456 - Porto
terça-feira, 2 de março de 2010
própria e individual
António Quadros, Diário Popular, 24-01-1974
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Índice de uma dissertação

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
IV SIMPÓSIO SOBRE OS 12 TEOREMAS DO 57
Livraria Fonte de Letras - Montemor-O-Novo
Apresentadores: Roque Braz de Oliveira (a Propriedade), Carlos Aurélio (o Indivíduo) e Pedro Sinde (a Liberdade)
»» mais informação aqui.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Jornal de Letras nº 8
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
do Movimento do Homem
António Quadros, (O Movimento do Homem, 1963: p. 284)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Quadros e Bruno - A Ideia de Deus

"Tendo a coragem do pensamento e a audácia da linguagem importa isto dizer que Deus é omnisciente actualmente, mas não é omnipotente. Deus não é indiferente à nossa dor por isso a sua maldade possível não pode alucinar-nos. Ele não goza de uma plena felicidade egoista; também ele sofre, da diminuição do espírito puro e do mal da criatura, espírito alterado, ascendendo na sua convergência do regresso."
António Quadros, Uma Frescura de Asas, p. 123
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Livro de Fundo
Texto de Afonso Cautela publicado na «Inventário», página do jornal «A Planície» que sucedeu a «Ângulo das Letras», 15-6-1957.
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