terça-feira, 20 de agosto de 2013
A saudade não foi mais que a expressão do excesso de amor em relação a tudo o que merece ser amado
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Eduardo Lourenço
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Não é o «57» é o «Europa»...
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
António Ferro
"Se conseguirmos resolver os aparentes paradoxos do seu pensamento e da sua acção (...) depressa compreenderemos que nele e por ele se realizou uma rara alquimia: foi um homem que assumiu inteiramente, até ao absoluto, a representação do seu tempo ou da sua época; foi um homem que, simultaneamente, assumiu a representação do seu espaço ou da sua pátria. (...)"
António Quadros
António Ferro, Panorama (1963), p. 8
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
"A polémica da bandeira"
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Leonardo Coimbra, Sílvia Cardoso, Abel Salazar e António Ferro
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| A Rua, 4 de Janeiro de 1979 |
Armândio César
Texto completo aqui.
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sexta-feira, 26 de julho de 2013
As árvores são sombras das raízes
De um novo continente
As árvores são sombras das raízes
E os homens são sombras de outras raízes
Mais fundas. Assim, dentro de mim,
Uma sombra cobre todas as luzes e todos os sons
Velando a minha alegria intacta e longínqua
E prometendo o paraíso perdido mas não esquecido.
Imagino o meu céu nos meus limites
E o céu dos outros ainda nos meus limites.
As minhas mãos atravessam o universo misterioso
E tocam as ignotas fontes da poesia e da vida.
O meu olhar, porém, fica comigo e chora
Esse amor de lágrimas e tristezas
Onde, como solitária ilha de coral,
A minha existência espera o nascimento de um novo continente.
As árvores são sombras das raízes
E os homens são sombras de outras raízes
Mais fundas. Assim, dentro de mim,
Uma sombra cobre todas as luzes e todos os sons
Velando a minha alegria intacta e longínqua
E prometendo o paraíso perdido mas não esquecido.
Imagino o meu céu nos meus limites
E o céu dos outros ainda nos meus limites.
As minhas mãos atravessam o universo misterioso
E tocam as ignotas fontes da poesia e da vida.
O meu olhar, porém, fica comigo e chora
Esse amor de lágrimas e tristezas
Onde, como solitária ilha de coral,
A minha existência espera o nascimento de um novo continente.
António Quadros
edição de Ana Hatherly, Lisboa, Direcção-Geral do Ensino Primário, 1960, p. 72.
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Centro
"A deficiência, por vezes radical, de apetrechamento antropológico e filosófico nos historiadores, é uma das causas da facilidade com que se entregam a diversos tipos de apologética, com os seus respectivos sistemas sofísticos. A sua metodologia também começa, consequentemente, não pelo centro, mas por pontos periféricos que não poucas vezes ignoram o próprio centro – o homem íntegro e profundo. (...)"
António Quadros
«Introdução à Filosofia da História» (1982)
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terça-feira, 16 de julho de 2013
Cultura e Filosofia
“A cultura estabelecida parece minorar a filosofia. Ainda bem. Importa que a filosofia viva à margem. Dentro do 'establishment', a filosofia corre o risco de morrer asfixiada. Em derradeira instância, os filósofos precisam da filosofia, mas a filosofia passa muito bem sem os filósofos e, melhor ainda, sem os professores dela”.
Pinharanda Gomes
Jornal Expresso, Janeiro de 2004
Via Grupo de Investigação de Pensamento Português (Universidade de Lisboa)
Via Grupo de Investigação de Pensamento Português (Universidade de Lisboa)
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Pinharanda Gomes
sexta-feira, 12 de julho de 2013
"O Milagre da Quinta Amarela - História da Primeira Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1919-1931)"
A Quinta Amarela, no Porto, acolheu a primeira faculdade de Letras da U.Porto, durante grande parte da sua curta mas produtiva existência, de 1919 a 1931. Aludindo ao prodígio de se produzir uma enorme riqueza intelectual em pouco mais de dez anos, em condições precárias e no meio de inúmeras e acesas críticas, Pedro Baptista intitulou o livro que dedica à história da instituição de "O Milagre da Quinta Amarela - História da Primeira Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1919-1931)".
Mais informações aqui.
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quarta-feira, 10 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
O problema da educação nacional (1925)
Agora disponível aqui.
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sábado, 29 de junho de 2013
Recordar António Quadros | Amanhã em Sesimbra
O evento, que assinala o 20.º aniversário da morte de António Quadros terá lugar na Casa do Bispo, amanhã, sábado, a partir das 10:30, prolongando-se até ao final da tarde.
Às 10:30
Leitura de um depoimento de António Quadros Ferro
Luís Paixão – “O livro Introdução a uma estética existencial, de António Quadros”
Samuel Dimas – “António Quadros e Sampaio Bruno”
Helder Cortes – “António Quadros e Fernando Pessoa”
Intervalo para almoço
Às 15:00 António Carlos Carvalho – “Deus e os Homens – Interrogação à História”
José Almeida – «Valete Frates!»: Da Ordem do Templo à Ordem de Cristo
Renato Epifânio – “A ideia de Pátria em António Quadros”
Rui Lopo – “António Quadros: Crítica, Teoria ou Filosofia da Literatura?”
Intervalo
Rodrigo Sobral Cunha – “Filosofia da Paisagem na obra de António Quadros”
Abel de Lacerda Botelho – “António Quadros, um missionário do Espírito Santo”
Pinharanda Gomes – “Testemunho”
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segunda-feira, 10 de junho de 2013
Vivo demasiado no "mundo" e não tenho a força para dele me retirar
"Quanto aos meus livros agradeço-lhe as suas palavras tão incitantes e compreensivas. Bem sei que a sua generosidade franciscana nunca está em falta mas mesmo assim fazem-me bem incitamentos como o seu, até porque muito poucos estímulos recebo: uns querem-me "mais filosófico"; outros chamam-me "demasiadamente filosofante". Ambas as exigências estarão certas do ponto de vista de exigência filosófica e literária, mas eu não posso deixar de ser como sou e quem sou. Sei que os meus livros têm grandes limitações porque me insiro numa "terra de ninguém" que não é bem filosofia e não é bem a da literatura, e isto deve-se talvez à minha excessiva dispersividade, filha talvez de múltiplas solicitações do meu espírito: filosofia, religião, arte, literatura, criação literária, acção... que hei-de fazer? Vivo demasiado no "mundo" e não tenho a força para dele me retirar por uma disciplina, dedicando-me exaustivamente a uma única via... e vou seguindo várias vias, sem talvez nenhuma aprofundar! Esta dispersividade é, temo-o, um sintoma de preguiça mental. E como tomo consciência destes obstáculos, ao menos dedico-me a valorizar os outros, os que não fracassam no seu caminho incansavelmente percorrido. E aqui está uma explicação psicológica da minha adesão à tese da filosofia portuguesa....
Conseguirei algum dia ter sossego, a calma e o silêncio para uma obra de lenta e segura maturação? Não sei. (...)"
António Quadros
em carta a João Ferreira
Lisboa, 30 de Março de 1967
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terça-feira, 4 de junho de 2013
"Andei por muitas escolas (...) e tive a impressão que me andavam a enganar."
A Escola da Ponte é uma instituição de ensino público localizada na cidade do Porto. Não há salas de aula, não há turmas, nem director, nem portão.
terça-feira, 28 de maio de 2013
O 3° livro de uma grande obra incompleta
O terceiro volume do livro "Portugal, Razão e Mistério" ficou incompleto. António Quadros nunca o conseguiu escrever. Está disperso por várias páginas dactilografadas. É um puzzle pequeno, mas muito difícil de reconstruir. Parte da obra foi, no entanto, imaginada. Seria sobre os mestres Álvaro Ribeiro, José Marinho e sobre todos os amigos da Filosofia Portuguesa a quem queria prestar um último tributo. No que diz respeito ao título, é muito provável que se viesse a chamar "Saudade da Pátria Prometida". Outros nomes foram rasurados e muitas muitas páginas foram rasgadas. António Quadros já estava doente e apesar de ter muitas ideias para o livro nunca o conseguiu compôr mentalmente para uma grande obra. Viveu aliás com esse fantasma durante vários anos. Tinha receio que o terceiro volume não correspondesse à qualidade dos anteriores. Em cartas que enviou na época partilha tudo isto. O tão esperado terceiro livro, pode ser desenhado mais pelo que projectou, do que pelo que efectivamente António Quadros redigiu.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Nunca encerrado
"Quem conheceu António Quadros sabe bem a singularidade da sua atitude – de um homem de verdadeiro diálogo, nunca encerrado sobre qualquer posição de superioridade ou de certeza. E se, para entendermos o pensamento, precisamos de conhecer os pensadores, a verdade é que o humanismo e a proximidade eram características que o tornavam alguém para quem o ato de pensar tinha a ver com a necessidade de nos compreendermos e aproximar-nos mutuamente. (...)"
Guilherme d'Oliveira Martins
Texto completo aqui.
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
Pentecostes
"Para a cultura portuguesa a festa do Pentecostes tem uma importância especial. As celebrações do Espírito Santo são um sinal do «humanismo universalista», de que falou Jaime Cortesão, e devem ser recordadas como uma exigência de esperança, de liberdade e de igualdade. A coroação de quem não tem poder, uma criança normalmente, a abertura dos Impérios do Espírito Santo e a vivência comunitária de uma refeição de que todos são beneficiários sem exceção (desde a sopa do Espírito Santo à massa sovada, passando pela alcatra e todas as iguarias) são a prefiguração de um tempo de reconciliação e de paz, a que nenhuma sociedade ou pessoa pode renunciar. (...)
Como lembrou António Quadros, «há uma poderosa relação desta cerimónia com o Sermão da Montanha» e acrescentava: «o Império do Espírito Santo será também aquele em que nada do que é espiritual, nas sete partes do mundo e ao longo dos milénios, poderá perder-se. Não será um Império por amputação, mas um Império por acréscimo: acréscimo do Espírito de Verdade em todos e cada um dos modos de diálogo do humano com o divino, e de valorização do humano na sua dimensão integral». Essa era, aliás, para o Padre António Vieira a verdadeira «chave dos profetas», não confundível com um projeto político ou de conjuntura, mas como uma aspiração universalista de paz e de justiça. (...)"
Guilherme de Oliveira Martins
"Pentecostes", 19 de Fevereiro de 2013, publicado aqui.
domingo, 19 de maio de 2013
Em tempos como estes
"A cultura é normalmente relegada para segundo plano numa imprensa que hoje abusa da crise económico-financeira, das tricas políticas e das frivolidades sociais. Assim, infelizmente, há notícias que passam ao lado do grande público. A celebração de um dos grandes vultos da cultura nacional contemporânea não deve ser algo relegado para um punhado de académicos. Pelo contrário, merece a nossa maior atenção enquanto portugueses que se preocupam com o destino da Pátria. (...) Em tempos como estes, de grande indecisão e ausência de referências, fazem-nos falta pensadores deste calibre. (...)"
Duarte Branquinho
Editorial da edição de «O Diabo» de 2 de Abril de 2013.
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Duarte Branquinho
sexta-feira, 17 de maio de 2013
A improbabilidade tornou-se facto
"António Quadros frutificará, germinando a semente que deixou. A improbabilidade tornou-se facto. (...)"
José António Barreiros
Testemunho apresentado no âmbito do
Colóquio Internacional António Quadros (Maio de 2013)
Pode ser lido aqui.
Pode ser lido aqui.
terça-feira, 30 de abril de 2013
Não obstante
"Não obstante, estamos em crer que António Quadros, íntima e paradoxalmente, sabia que a especulação filosófica, no que tem de verdadeiramente criador e imprevisível, não nasce em institutos de cultura nem, muito menos, se pauta por artigos de revistas eruditas e universitárias, ou até mesmo se limita a roteiros bibliográficos ou a trabalhos especializados de divulgação, crítica ou comentário do pensamento alheio. (...)."
Miguel Bruno Duarte
Blogue Liceu Aristotélico, (20 de Abril de 2013) publicado aqui.
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Miguel Bruno Duarte
sábado, 27 de abril de 2013
Do Existencialismo à Filosofia Portuguesa
"Resta-nos estabelecer essa outra relação que de princípio esboçámos - a saber, se laços há, na realidade, entre o existencialismo e o problema das filosofias nacionais (...)"
António Quadros
António Quadros
em Sartre e o Existencialismo de Ismael Quiles, Arcádia ( 1959), p. 23.
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Concreta experiência
"A filosofia não dispensa a concreta experiência individual como canalizadora da cultura herdada. (...)"
António Quadros
em Sartre e o Existencialismo de Ismael Quiles, Arcádia ( 1959), p. 23.
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sexta-feira, 26 de abril de 2013
No limite
"No limite, porém, no caminhar humano para a iluminação e para a verdade não há Ocidente e Oriente. (...)"
António Quadros
O Movimento do Homem
Sociedade de Expansão Cultural (1963), p.128
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terça-feira, 23 de abril de 2013
À medida do diamante
"E a partir daqui, meu filho, os homens dessa família escolheram as suas mulheres à medida do diamante, mulheres capazes de o amar e de o compreender, de o guardar como o mais alto bem, sem nunca o mostrar, sem nunca o vender, nem mesmo no meio das maiores dificuldades, mesmo quando a pobreza, a doença e a morte se ergueram sobre as suas almas afligidas. (...)"
António Quadros
Anjo Branco, Anjo Negro, (1973)
Parceria A.M. Pereira pp. 132-133
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segunda-feira, 22 de abril de 2013
Pós-modernismo
"Moderna ou hodierna é e sempre foi toda a arte (...) O pós-modernismo (...) só tem sentido se constituir um salto para além de todas as escolas modernistas."
António Quadros
"Do modernismo formalista ao pós-modernismo simbolista"
Comunicação apresentada no Encontro de Arte «Marca», no Funchal, (Setembro de 1987), publicada em Memórias das Origens Saudades do Futuro (1992) p. 198
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sexta-feira, 19 de abril de 2013
Colóquio Internacional António Quadros | Lisboa e Rio de Janeiro
| Real Gabinete Português de Leitura | Rio de Janeiro |
O Colóquio Internacional António Quadros, que se realiza nos dias 14 e 15 de Maio na Universidade Católica Portuguesa, tem o seu encerramento marcado para o dia 5 de Junho no Real Gabinete Português de Leitura no Rio de Janeiro, onde o autor desta página vai estar para lembrar o seu avô, nos 90 anos do seu nascimento e 20 da sua morte.
No Brasil, o programa dará especial atenção à relação de António Quadros com a cultura brasileira. Serão revisitados alguns temas que marcam a sua obra e recordadas as suas digressões ao encontro do pensamento brasileiro, não só no Rio de Janeiro, mas também na Bahia, Fortaleza, Ceará e São Paulo, cidades para onde levou a cultura portuguesa através de palestras sobre Fernando Pessoa, Miguel Torga, Sampaio Bruno, Amorim Viana, José Marinho, Álvaro Ribeiro, entre outros e onde, nomeadamente, conheceu Ariana Suassuna, Miguel Reale, Edson Nery da Fonseca, Lygia Fagundes Telles, Guimarães Rosa, Marques Rebelo, Thiago de Melo, Fernando Ferreira de Loanda, Ledo Ivo, Domingos Carvalho da Silva, Guilherme de Almeida, Luis Washington Vita, Antonio Paim, Francisco Brennand, João Alves das Neves, Ana Maria Moog Rodrigues, , Eudoro de Sousa, Gilberto Freyre, etc.
"É nossa convicção que Portugal e Brasil de hoje (...) se unem na vinculação de uma pátria transcendente, representada em primeiro lugar por uma língua comum, veículo de espírito irradiante, expansivo e exigente do dinamismo que lhe estamos a negar, por desacerto filosófico. (...) Talvez seja preciso inventar um nome que corresponda ao vero ecumenismo lusíada, que traduza o espírito da língua portuguesa. Talvez esse nome tenha o condão, num futuro mais ou menos próximo, de anular as diferenças e os antagonismos que nos separam como mátrias ciosas de privilégios nacionais (...)"
António Quadros
Programa:
09h30 Recepção dos participantes
10h00 Apresentação
António Gomes da Costa — Presidente do Real Gabinete Português de Leitura
Nuno Bello — Cônsul-Geral de Portugal no Rio de Janeiro
António Quadros Ferro — «António Quadros no Brasil 20 anos depois»
12º Painel 11h30 - 13h00
Mário Sérgio Ribeiro «A Filosofia do Movimento em António Quadros: Prolegômenos Especulativos à Operacionalização da Saudade do Futuro»
Alexandro Souza «Razão e Pátria: António Quadros, o “57” e a Ideia de Filosofia Portuguesa»
Marco Antonio Barroso «Mito, História e Meta-História: um Confronto entre o Pensamento Existencial de António Quadros e Vicente Ferreira da Silva»
13h00 - 14h30 Pausa para Almoço
13º Painel 14h30 - 16h30
Constança Marcondes César «A Visão do Brasil em António Quadros: Vieira, Canudos, Suassuna»
Loryel Rocha «O Caráter Paraclético e Apocalíptico da Ilha Brasil no Contexto do Mito Sebastianista»
Joel Carlos de Souza Andrade «António Quadros e o Sebastianismo Brasileiro»
Lúcia Helena Sá «António Quadros como Precursor dos Estu-dos do Sebastianismo na Literatura Brasileira»
16h30 - 17h00 Pausa para Café
14º Painel 17h00 - 19h00
Ana Maria Moog Rodrigues «António Quadros e o Brasil»
João Ferreira «História, Hermenêutica Esotérica e Filosofia em "Portugal: Razão e Mistério" de António Quadros»
Maria Isabel de Siqueira «A concepção de História em António Quadros: uma contribuição para o estudo da cultura portuguesa».
19h00 - Sessão de Encerramento
Programa completo aqui.
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Alexandro Souza,
Ana Maria Moog Rodrigues,
António Gomes da Costa,
Constança Marcondes César,
João Ferreira,
José Santiago Naud,
Loryel Rocha,
Marco Antonio Barroso,
Mário Sérgio Ribeiro
Imagens vivas
"Quis testemunhar-te, provar-te, e abri a memória da família e o passado, primeiro a pequena, depois a grande. Ansiosamente: mas em resposta só aí encontrei imagens vivas doutras vidas desconhecidas: casas nortenhas de negro granito, pedra sobre pedra solta, à beira do rio verde. Era justo após a calamidade inundação: as gentes pousavam nas margens, meditando ainda, homens e mulheres de negro vestidos; ou na levada lançavam flores brancas, ricárdias, em recordação e oblação, que nas águas tumultuosas ficavam suspensas. Tu olhavas sorrindo, minha surpresa, persistência noutra vida aí negada, ensinando-me a assumir o despojamento, o sacrifício ofertado noutra vida encarnada desconhecida.
E no fim, ao alto da escada do castelo, disseste donde vinhas, o outro lado do mar, a terra verdadeira: e que esperavas a Mãe.
E o teu nome complexo. Sobre mim curvado, o murmuraste, claro."
Dalila Pereira da Costa
Os Jardins da Alvorada
Lello & Irmãos Editores
Porto (1981)
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Dalila Pereira da Costa
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Espírito de descrença e negação
"É o espírito de descrença e negação que gera a necessidade de experiência e prova. Há assim sempre um fundo demoníaco em todo o saber, mesmo quando, num contraste perturbante para quem pensa, foram os sábios e os filósofos, em seu viver, equinânimes, bondosos e amigos do género humano. (...)"
José Marinho
Dispersos
Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras (1989), p.195
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José Marinho
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Leonardo Coimbra por Rocha Vieira
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Rocha Vieira
António Quadros nos cursos de Cristandade
"Eu António Quadros, membro consciente do teu corpo místico, unido a toda a cristandade viva da tua igreja militante, sentindo a ânsia dos que não vivem na tua graça, movido pela esperança das almas que te irão conhecendo, solidamente firmado na minha vontade de ser Santo, entrego-me com o meu entusiasmo e o meu espírito de caridade para tornar mais efectivo o teu reino na minha alma e na dos meus irmãos."
21 de Outubro de 1964
Escola de responsáveis dos Cursos de Cristandade do Patriarcado de Lisboa
*Em folha desdobrável que terá sido entregue a todos os alunos do curso (ipsis litteris) para assinarem no espaço para o efeito. O texto não é escrito por António Quadros, mas marca uma passagem do escritor por aqueles cursos.
*Em folha desdobrável que terá sido entregue a todos os alunos do curso (ipsis litteris) para assinarem no espaço para o efeito. O texto não é escrito por António Quadros, mas marca uma passagem do escritor por aqueles cursos.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Da forma
"O mistério da vida, o mistério da história, encerram-se e exprimem-se efectivamente no mistério da forma."
António Quadros
Introdução à Filosofia da História
Editorial Verbo, 1982, p. 175
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A ameaça do Mito à liberdade e à iniciativa do Homem
"Quando a absolutização de um mito se transforma em utopia ameaçando circunscrever-nos a uma esperança no fim de contas passiva, impõe-se afirmar teorias da razão e da acção que devolvam ao homem iniciativa, que afirmem a sua liberdade e confinam valor ao seu trabalho, ao seu sacrifício, à sua luta quotidiana para se elevar acima da situação de crise ou retrocesso dentro da qual estiola, sem outro consolo do que a expectativa sempre adiada do regresso de D. Sebastião e a promessa obscura do apocalipse mítico do Quinto Império. (...)"
António Quadros
Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista (2001) p. 399
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