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quarta-feira, 20 de novembro de 2013
'António Telmo, Vida e Obra' por António Carlos Carvalho, Pedro Martins, Ruy Ventura, Miguel Real e Eduardo Aroso
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
Nos centenário de Albert Camus
"Figura de referência na Literatura do Século XX, Camus é autor de uma vasta obra que inclui, entre outras títulos, O Estrangeiro (adaptado ao cinema, em 1967, por Visconti), A Peste, O Homem Revoltado, O Mito de Sísifo, Os Justos, O Exílio e o Reino, A Queda e Cartas a um Amigo Alemão (com um desenho de capa por Lima de Freitas), todos editados pelos “Livros do Brasil”, muitos deles traduzidos em português (nomeadamente por António Quadros, Urbano Tavares Rodrigues, José Carlos Gonzalez e Virgínia Motta), sendo que alguns incluíam notáveis e pioneiros Prefácios ou Estudos originais no nosso País (especialmente no caso de António Quadros), versões, em tradução, das respectivas introduções às edições francesas (como a de Jean-Paul Sartre para O Estrangeiro, traduzida por Rogério Fernandes, a de Jean Sarochi para A Morte Feliz, e a de Paul Viallaneix para Cadernos II/Escritos de Juventude), ou outras sugestivas explanações (como a do posfácio de Liselotte Richter a O Mito de Sísifo). (...)"
Eduardo Ferraz da Rosa
Azores Digital, 8 de Novembro de 2013
(*De referir que os Cadernos foram co-traduzidos, cabendo a segunda parte, salvo erro ou omissão, a António Quadros)
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Toda a alma
"[António Quadros] põe à literatura e à arte dos nossos dias a exigência de significado responsável. A arte, como a vida, não é coisa lúdica, só interessa ao nosso presente e só merece perdurar quando nela todo o homem se empenha, toda a alma se joga ou o melhor do nosso pensar se interroga. (...)"
José Marinho
Colóquio Artes e Letras, nº.9, Junho 1960
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domingo, 10 de novembro de 2013
Sonetos da verdade
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| Livro oferecido por Miguel Reale a António Quadros com carta datada de 29.4.1988 |
ou remorso sem sombra de pecado,
um amor solidário a toda a gente
que doi desde a medula dos teus ossos.
Poesia é um cantinho solitário
ou espuma de existência transbordante,
uma pluma que beija o quotidiano
ou uma chaga de luz não sei onde.
Poesia é caminho para o exílio
com saudade da terra de partida
quanto mais perto da terra prometida,
Mas é também o derradeiro auxílio
que nos torna melhores de repente
ao percebermos que ela é a semente.
Miguel Reale
Sonetos da Verdade, Editora Nova Fronteira (1984), p.96
Diálogo do Jardim
"Afonso. - A presença da estátua branca de Antero parece que vos inclina hoje mais ainda do que de costume para o devaneio poético. Nunca supus que o problema de saber se a filosofia é ou não ensinável acabaria por ser posto por vós nestes termos românticos. De degrau em degrau, acabareis por sustentar que a filosofia pode e deve ser associada ao leite condensado do bebé de berço... (...)"
Sant'Anna Dionísio
Diálogo do Jardim (1960), p.12
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Origem e regresso
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| Afonso Botelho |
"Assim, ao conferir à morte a natureza de mistério e ao ver nela o ponto de partida ou o princípio do conhecimento, ultrapassa-se toda a limitação e dá-se ao conhecimento toda a riqueza que nele se oculta. Pensar a morte (...) implica pensar uma dupla relação - a relação vida-morte e a relação morte-imortalidade. (...) Deste modo, a teoria da morte, tal como Afonso Botelho a pensa, pressupõe, necessariamente, uma teodiceia (...) A teoria do amor, que o filósofo considerava inseparável e complementar da teoria da morte, funda-se num original fundamento ontológico: a doutrina do «ser em canto ser» (...)"
António Braz Teixeira
A Filosofia da Saudade (2006), p.64
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Maria Gabriela Llansol | "Encontro com São João da Cruz" | (filme) Dir. Daniel Ribeiro Duarte
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"Encontro com São João da Cruz", de Daniel Ribeiro Duarte, (2011)
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São João da Cruz
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Origens e caminhos do pensamento português
Almada e Vieira da Silva
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domingo, 8 de setembro de 2013
Exílio dourado
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| Imagem: «Fantasia Lusitana» | João Canijo | 2010 |
"Otília Martins, no seu interessante estudo «Lisbonne, 1940: sur la Route de l'Exile», elenca também todos os reconhecidos nomes da vida cultural mundial que passaram pela capital portuguesa. E lembra também um outro caso de suicídio, o de Alexander Alekhine no seu quarto do Hotel Palácio, mais um dos dramas que ensombraram o paraíso artificial que Portugal representava em tempo de guerra. Nesse artigo vemos também sublinhada a divisão entre os exilados em Lisboa, na maior parte dos casos sem condições, empobrecidos e saudosos das grandes fortunas que deixaram os seus países de origem, e os exilados de Estoril e Cascais, que viveram o chamado «exílio dourado». (...) Assim, funcionando Lisboa como porto e porta de saída para os outros países europeus, ficava também na memória dos que por cá passaram como uma lembrança de um país algo alienado do resto do mundo. Isolado, como todos os oásis têm de ser, e fechado como os abrigos devem ser, acabava por não sentir a evolução dos tempos, por negar quase esquizofrenicamente o levantamento do «gigante» americano e, consequentemente, toda a panóplia de produtos culturais que este oferecia ao resto do mundo. (...)"
Rosa Fina
Pearlbooks (2013) pp. 44-45
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sábado, 7 de setembro de 2013
A segunda juventude de Mircea Eliade
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| Mircea Eliade |
"Quando se mudou para Paris e, mais tarde, quando foi dar aulas para Chicago, Mircea conheceu a fase mais fértil da sua carreira. Ao falar desse renascimento das cinzas, é quase impossível não se estabelecer pequenos paralelos com o conto «Uma Segunda Juventude». Mesmo uma leitura ingénua deste conto anuncia traços autobiográficos de Eliade. Por conseguinte, ao analisarmos o seu percurso biográfico, vemos que a fase que mais se assemelhou a uma «segunda juventude» na sua vida terá decorrido depois da sua estada em Portugal, falecida Nina, o seu grande amor, esquecido o desejo de voltar à Roménia, ultrapassada uma das piores depressões que sofreu na vida, Mircea parte à descoberta do mundo com uma nova energia e preparado para se tornar no grande intelectual a nível mundial em que indiscutivelmente se tornou. Num olhar mais próximo, nada mais na sua vida se aproxima tanto da narrativa deste conto como este episódio. Inclusive o facto de encontrar a reencarnação da mulher que na vida anterior terá amado, da mesma forma que encontrou, na realidade, a sua segunda mulher, Christinel, com que se terá mantido casado até à sua morte. (...)"
Rosa Fina
Pearlbooks (2013) pp. 71-72
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013
O pensamento de António Quadros - nos 20 anos do seu falecimento.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
«Mircea Eliade em Portugal (1941-1945)» | Rosa Fina | 2013
Rosa Fina já tinha apresentado a dissertação. Agora (em Abril) saiu o livro numa edição da Pearlbooks. Do índice, destacamos, naturalmente, a correspondência de Eliade com António Ferro, Fernanda de Castro e António Quadros (em anexo) mas esta é apenas uma ínfima parte de um intenso trabalho de investigação sobre a experiência portuguesa de Mircea Eliade que narra, entre outros episódios marcantes, a morte em 1944 de Nina Mares, esposa do escritor romeno.
Como conta Rosa Fina, Eliade "entrega-se à depressão e conhece as maravilhas produtivas do celibato", entenda-se, saídas noturnas, orgias, "fraquezas do espírito que o desviam do caminho que então deseja seguir."
A autora procurou e conseguiu "oferecer um roteiro interpretativo da presença de Mircea Eliade em Portugal", mas soube fazer ainda mais: arrumar um pouco melhor a biografia deste escritor. Se isto não for suficiente resta-me ressaltar o facto de estarmos perante um livro sem maneirismos, claro e muitíssimo bem escrito.
"Apesar da morte de Nina, apesar da sua crise de produtividade (...), apesar de assistir ao sofrimento da sua querida Roménia no outro extremo da Europa, Eliade olha para todas essas experiências, mais tarde, como uma iniciação. Um abismo negro que teve de atravessar para ser possível tornar-se no homem que se tornou depois. Eliade experimentou uma depressão profunda quando viveu em Portugal (...) mas outras razões menos fatais terão contribuído para agudizar o que chegou a ser uma doença clínica. (...)" p.71.
Rosa Fina
«Mircea Eliade em Portugal (1941-1945)»
Pearlbooks (2013)
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Rosa Fina
terça-feira, 3 de setembro de 2013
"a palavra «itinerante» soava mal"
"Contra ventos e marés, em Dezembro de 1961, saí da RTP, onde tinha o chamado «lugar de futuro» e fui para a Fundação Calouste Gulbenkian, encarregar-me de uma biblioteca itinerante – a palavra «itinerante» soava mal e, na perspectiva da família, abandonara um «lugar de futuro» para ir para uma espécie de trabalho de saltimbanco. Tinha 24 anos, casara meses antes, o primeiro filho (uma filha) vinha a caminho e todas estas circunstâncias agravavam a opinião que faziam da minha decisão. Só a minha mulher me apoiou. (...)"
Carlos Loures
Texto completo aqui
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Carlos Loures
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
António Quadros (1984)
domingo, 25 de agosto de 2013
José Régio e António Quadros
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José Régio
Ruy Ventura sobre Frei Agostinho da Cruz
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terça-feira, 20 de agosto de 2013
A saudade não foi mais que a expressão do excesso de amor em relação a tudo o que merece ser amado
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Eduardo Lourenço
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Não é o «57» é o «Europa»...
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
António Ferro
"Se conseguirmos resolver os aparentes paradoxos do seu pensamento e da sua acção (...) depressa compreenderemos que nele e por ele se realizou uma rara alquimia: foi um homem que assumiu inteiramente, até ao absoluto, a representação do seu tempo ou da sua época; foi um homem que, simultaneamente, assumiu a representação do seu espaço ou da sua pátria. (...)"
António Quadros
António Ferro, Panorama (1963), p. 8
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
"A polémica da bandeira"
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Sampaio Bruno
Sampaio Bruno por Francisco Valença
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Sampaio Bruno por Abel Salazar
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Sampaio Bruno
Leonardo Coimbra por Dias de Oliveira
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Leonardo Coimbra
Leonardo Coimbra, Sílvia Cardoso, Abel Salazar e António Ferro
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| A Rua, 4 de Janeiro de 1979 |
Armândio César
Texto completo aqui.
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Sílvia Cardoso
sexta-feira, 26 de julho de 2013
As árvores são sombras das raízes
De um novo continente
As árvores são sombras das raízes
E os homens são sombras de outras raízes
Mais fundas. Assim, dentro de mim,
Uma sombra cobre todas as luzes e todos os sons
Velando a minha alegria intacta e longínqua
E prometendo o paraíso perdido mas não esquecido.
Imagino o meu céu nos meus limites
E o céu dos outros ainda nos meus limites.
As minhas mãos atravessam o universo misterioso
E tocam as ignotas fontes da poesia e da vida.
O meu olhar, porém, fica comigo e chora
Esse amor de lágrimas e tristezas
Onde, como solitária ilha de coral,
A minha existência espera o nascimento de um novo continente.
As árvores são sombras das raízes
E os homens são sombras de outras raízes
Mais fundas. Assim, dentro de mim,
Uma sombra cobre todas as luzes e todos os sons
Velando a minha alegria intacta e longínqua
E prometendo o paraíso perdido mas não esquecido.
Imagino o meu céu nos meus limites
E o céu dos outros ainda nos meus limites.
As minhas mãos atravessam o universo misterioso
E tocam as ignotas fontes da poesia e da vida.
O meu olhar, porém, fica comigo e chora
Esse amor de lágrimas e tristezas
Onde, como solitária ilha de coral,
A minha existência espera o nascimento de um novo continente.
António Quadros
edição de Ana Hatherly, Lisboa, Direcção-Geral do Ensino Primário, 1960, p. 72.
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Ana Hatherly,
Excertos da obra
Centro
"A deficiência, por vezes radical, de apetrechamento antropológico e filosófico nos historiadores, é uma das causas da facilidade com que se entregam a diversos tipos de apologética, com os seus respectivos sistemas sofísticos. A sua metodologia também começa, consequentemente, não pelo centro, mas por pontos periféricos que não poucas vezes ignoram o próprio centro – o homem íntegro e profundo. (...)"
António Quadros
«Introdução à Filosofia da História» (1982)
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Excertos da obra
terça-feira, 16 de julho de 2013
Cultura e Filosofia
“A cultura estabelecida parece minorar a filosofia. Ainda bem. Importa que a filosofia viva à margem. Dentro do 'establishment', a filosofia corre o risco de morrer asfixiada. Em derradeira instância, os filósofos precisam da filosofia, mas a filosofia passa muito bem sem os filósofos e, melhor ainda, sem os professores dela”.
Pinharanda Gomes
Jornal Expresso, Janeiro de 2004
Via Grupo de Investigação de Pensamento Português (Universidade de Lisboa)
Via Grupo de Investigação de Pensamento Português (Universidade de Lisboa)
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Pinharanda Gomes
sexta-feira, 12 de julho de 2013
"O Milagre da Quinta Amarela - História da Primeira Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1919-1931)"
A Quinta Amarela, no Porto, acolheu a primeira faculdade de Letras da U.Porto, durante grande parte da sua curta mas produtiva existência, de 1919 a 1931. Aludindo ao prodígio de se produzir uma enorme riqueza intelectual em pouco mais de dez anos, em condições precárias e no meio de inúmeras e acesas críticas, Pedro Baptista intitulou o livro que dedica à história da instituição de "O Milagre da Quinta Amarela - História da Primeira Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1919-1931)".
Mais informações aqui.
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Pedro Baptista
quarta-feira, 10 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
O problema da educação nacional (1925)
Agora disponível aqui.
Leonardo Coimbra
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Leonardo Coimbra
sábado, 29 de junho de 2013
Recordar António Quadros | Amanhã em Sesimbra
O evento, que assinala o 20.º aniversário da morte de António Quadros terá lugar na Casa do Bispo, amanhã, sábado, a partir das 10:30, prolongando-se até ao final da tarde.
Às 10:30
Leitura de um depoimento de António Quadros Ferro
Luís Paixão – “O livro Introdução a uma estética existencial, de António Quadros”
Samuel Dimas – “António Quadros e Sampaio Bruno”
Helder Cortes – “António Quadros e Fernando Pessoa”
Intervalo para almoço
Às 15:00 António Carlos Carvalho – “Deus e os Homens – Interrogação à História”
José Almeida – «Valete Frates!»: Da Ordem do Templo à Ordem de Cristo
Renato Epifânio – “A ideia de Pátria em António Quadros”
Rui Lopo – “António Quadros: Crítica, Teoria ou Filosofia da Literatura?”
Intervalo
Rodrigo Sobral Cunha – “Filosofia da Paisagem na obra de António Quadros”
Abel de Lacerda Botelho – “António Quadros, um missionário do Espírito Santo”
Pinharanda Gomes – “Testemunho”
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Samuel Dimas
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Vivo demasiado no "mundo" e não tenho a força para dele me retirar
"Quanto aos meus livros agradeço-lhe as suas palavras tão incitantes e compreensivas. Bem sei que a sua generosidade franciscana nunca está em falta mas mesmo assim fazem-me bem incitamentos como o seu, até porque muito poucos estímulos recebo: uns querem-me "mais filosófico"; outros chamam-me "demasiadamente filosofante". Ambas as exigências estarão certas do ponto de vista de exigência filosófica e literária, mas eu não posso deixar de ser como sou e quem sou. Sei que os meus livros têm grandes limitações porque me insiro numa "terra de ninguém" que não é bem filosofia e não é bem a da literatura, e isto deve-se talvez à minha excessiva dispersividade, filha talvez de múltiplas solicitações do meu espírito: filosofia, religião, arte, literatura, criação literária, acção... que hei-de fazer? Vivo demasiado no "mundo" e não tenho a força para dele me retirar por uma disciplina, dedicando-me exaustivamente a uma única via... e vou seguindo várias vias, sem talvez nenhuma aprofundar! Esta dispersividade é, temo-o, um sintoma de preguiça mental. E como tomo consciência destes obstáculos, ao menos dedico-me a valorizar os outros, os que não fracassam no seu caminho incansavelmente percorrido. E aqui está uma explicação psicológica da minha adesão à tese da filosofia portuguesa....
Conseguirei algum dia ter sossego, a calma e o silêncio para uma obra de lenta e segura maturação? Não sei. (...)"
António Quadros
em carta a João Ferreira
Lisboa, 30 de Março de 1967
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João Ferreira
terça-feira, 4 de junho de 2013
"Andei por muitas escolas (...) e tive a impressão que me andavam a enganar."
A Escola da Ponte é uma instituição de ensino público localizada na cidade do Porto. Não há salas de aula, não há turmas, nem director, nem portão.
terça-feira, 28 de maio de 2013
O 3° livro de uma grande obra incompleta
O terceiro volume do livro "Portugal, Razão e Mistério" ficou incompleto. António Quadros nunca o conseguiu escrever. Está disperso por várias páginas dactilografadas. É um puzzle pequeno, mas muito difícil de reconstruir. Parte da obra foi, no entanto, imaginada. Seria sobre os mestres Álvaro Ribeiro, José Marinho e sobre todos os amigos da Filosofia Portuguesa a quem queria prestar um último tributo. No que diz respeito ao título, é muito provável que se viesse a chamar "Saudade da Pátria Prometida". Outros nomes foram rasurados e muitas muitas páginas foram rasgadas. António Quadros já estava doente e apesar de ter muitas ideias para o livro nunca o conseguiu compôr mentalmente para uma grande obra. Viveu aliás com esse fantasma durante vários anos. Tinha receio que o terceiro volume não correspondesse à qualidade dos anteriores. Em cartas que enviou na época partilha tudo isto. O tão esperado terceiro livro, pode ser desenhado mais pelo que projectou, do que pelo que efectivamente António Quadros redigiu.
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