segunda-feira, 14 de julho de 2014

Uma carta inédita no dia do seu aniversário

Cascais 8.7.87

Meu caro António Telmo:

(…). 
O ano de 1986 foi sobretudo de batalha intelectual comigo próprio: para completar a organização das Obras em Prosa de F. Pessoa para a Europa-América; para completar e entregar a tempo o vol. II de Portugal, Razão e Mistério; para preparar o curso sobre Filosofia Portuguesa que dei no Rio de Janeiro…
À chegada, já sabe, os meus problemas cardíacos. Só há pouco terminei a longa série de análises complicadas no Hospital de St.ª Cruz (coronariografia, isótopos, etc., etc.), pois suspeitavam de algo mais grave do que afinal parece que tenho. Foi pois posta de lado a cirurgia, mas terei que tomar sempre uns 5 ou 6 remédios, fazer regime constantemente e reduzir o “stress” da minha vida, no que o IADE tem a parte maior, hoje com cerca de 100 professores e cerca de 1.000 alunos. (…). Mas… meti-me nisto e já não poderei sair tão facilmente, pois sinto a responsabilidade perante as pessoas que trabalham no IADE, os alunos, etc. É qualquer coisa da ordem do dever, mas que distrai do que seria essencial: pensar, reflectir. 
E é do que sinto mais falta. Decerto, o meu trabalho intelectual ressente-se deste misto de falta de tempo e de pressa, pois me pesa muito não saber se ainda terei os anos suficientes para completar a obra, que imodestamente julgo poder realizar dentro das minhas possibilidades e faculdades, obra esta que afinal, depois destes anos todos, povoados de tanta inutilidade, ainda via no princípio, nas primeiras frases… Assim, o ano de 1987 foi mais marcado pela luta pela saúde, o que graças a Deus, e de momento, parece já quase controlado, embora ainda chegue ao fim do dia bastante cansado, sobretudo quando o passo todo em Lisboa. (...)
Entretanto, tenho escrito alguns textos e ensaios, como a comunicação que em Agosto vou fazer à Áustria, no Alpbach European Forum (“Do Império do Espírito Santo ao Mito do Quinto Império”), como outra que fiz na Universidade Católica sobre a Justiça e a Paz ou o longo texto sobre a Filosofia Portuguesa no século XX para a revista Democracia e Liberdade (para o qual você também colaborou e que, segundo diz o Pinharanda, deve sair em Setembro); e também fui falar de temas semelhantes à Escola Superior de Belas Artes, à Universidade Nova, à Sociedade Histórica da Independência de Portugal e ao Instituto D. João de Castro, sempre a convite de estudantes e gente moça (excepto no último caso), o que mostra o interesse que os temas portugueses voltam a despertar na juventude. Mas tudo isto é… viver dos rendimentos, de certo modo repetir os temas já tratados! Nalguns destes lugares tenho coincidido com o Agostinho da Silva, com o desgosto de verificar que está cada vez mais acérrimo na sua campanha contra a filosofia portuguesa. Portugal não tem filósofos (apenas o Spinoza) e aliás não tem importância, porque o que importa é a Sabedoria (e isso o povo português tem-na com seus mitos e crenças) e a matemática ou pragmática!
Não é preciso filosofar, o que é preciso é agir, para o que basta o fundamento de uma sophia por assim dizer inerente ao nosso povo, com a graça do Espírito Santo a soprar no nosso sentido, etc. Em tudo isto, muitos compromissos com a política do momento, com o socialismo, com o terceiromundismo, com os nomes em voga, Soares, Saramago, etc. É muito esquisito mas não me arrependo de lhe ter dedicado o livro, pois tenho que ser justo: foi ele que me inspirou o seu tema central, além de que há nele um fogo na oratória, que leva muita gente nova para fora dos enquadramentos positivistas ou comunistas, abrindo-lhes portas. 

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quarta-feira, 9 de julho de 2014

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"Mesmo do lugar dos réus, é sempre interessante ouvir falar de nós próprios. (...)"

Albert Camus
O Estrangeiro, trad. de António Quadros

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Em campo

António Quadros (1º a contar da esq. na primeira fila) com família e amigos. (Perto de Odivelas, s.d.)


terça-feira, 1 de julho de 2014

Brazileiro amigo, queres tu por teu turno rir do lisboeta?

"O brazileiro nao é elegante como o conde de Orsay ou Brummel: — mas tu, portuguez, dandy desventuroso do Chiado, ou contribuinte da rúa dos Bacalhoeiros, tens a tua elegancia dependurada no bom Nunes algibebe! O brazileiro nao é extraordinario como Peabody que deu de esmolas cem milhões, nem como Delescluze que queimou París: — mas tu, portuguez, es táo extraordinario como urna couve, e aínda táo extraordinario como um chínelo. Ora o brazileiro nao é formoso, nem espirituoso, nem ele­gante, nem extraordinario — é um trabalhador. E tu portuguez não es formoso, etc. — es um mandrião! De tal sorte que te ris do brazileiro — mas procuras viver á custa do bra­zileiro. Quando vês o brazileiro chegar dos Brazis, estalas em pilherias: — e se elle nunca de la voltasse com o seu bom dinheiro, morrenas de fome! Por isso tu — que em conversas, entre amigos, no café, és inexgotavel a trocar o brazileiro, — no jornal, no discurso ou no sermão, es inexhaurivel a glori­ficar o Brazileiro. Em cavaqueira é o macaco; na imprensa é o nosso irmao d'além-mar. Brazileiro amigo, queres tu por teu turno rir do lisboeta? A esse collete verde, que tanto te escarnecem, fecha bem as algibeiras; esse predio sarapintado d'amarello, que tanto te caricaturam, tranca-lhe bem a porta; esses pés, aos quaes tanto se accusam os j cañetes e os tamancos primitivos, nao os ponhas mais nos botéis da capital — e poderás rir, rir do carão amarrotado com que então ficará o lisboeta, que tanto ria de ti! "

"O brazileiro"
Eça de Queiroz (1872)
Texto completo aqui

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Mérito

"A dignidade do homem vale mais do que o mérito do sábio. (...)"

Sampaio Bruno
A Ideia de Deus

domingo, 22 de junho de 2014

Et al.,

"Em cada ano, pelo verão, quando as moscas chegam, a Universidade de Coimbra: abre as suas portas e esparge sobre o corpo social trinta bacharéis formados em direito. O país, tendo reconhecido nos últimos anos que há cinquenta indivíduos para cada um dos lugares destinados pelo estado para um jurisconsulto inteligente e sábio, havendo portanto para cada emprego provido um saldo importuno de quarenta e nove sábios desempregados, pede insistentemente à universidade que lhe mande bacharéis ignorantes a fim de que o país, não podendo, como é impossível, fazer deles procuradores da coroa, possa pelo menos estabelecê-los como contínuos de secretaria."(...)"

Ramalho Ortigão
As Farpas (1872)

sábado, 21 de junho de 2014

Ao António


Dedicatória de Fernanda de Castro a António Quadros
no romance póstumo Tudo é princípio (2006) 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Descida aos infernos


"Toda a mitologia popular das aventuras órficas se insere na mesma raiz: a descida aos infernos, o amor por Eurídice, o canto maravilhoso que pacifica os animais ferozes. (...)"

António Quadros
Fernando Pessoa, Vida, Personalidade e Génio (1984)

O outro



"Fernando Pessoa é a contemporaneidade do clássico. (...) O que há de eterno no clássico provém do seu poder de sintonia com a essência profunda de todo o momento histórico, que ele descobre e conserva. (...)"

Gilberto de Mello Kujawsky
Fernando Pessoa, o outro (s.d)

terça-feira, 27 de maio de 2014

"Os escritores são estudados na crítica literária da mesma maneira que os atletas na crítica desportiva"

Germano
"Os escritores são estudados na crítica literária da mesma maneira que os atletas na crítica desportiva. Diz-se, por exemplo, de Domingos Monteiro o mesmo que se diz de Eusébio: – o nível mental a que sobe ou desce a inteligência num ou noutro caso é exactamente o mesmo. Comparam-se os poetas como se comparam os jogadores: – em função da prática, da habilidade, da técnica, dos estilos. Vejam-se algumas correspondências:

 «Eusébio é superior a Rogério»

 «Régio é superior a Torga»

 «Neste jogo, Germano mostrou poder reconquistar o seu lugar na equipa do Benfica».

 «Neste livro, Fulano (um escritor conhecido), que já não publicava há alguns anos, mostrou-se ainda de posse de todos os seus recursos estilísticos».

 «Determinado jogador é já uma promessa do nosso futebol».
 «Determinado escritor é já uma promessa das nossas letras». 

António Telmo
Em entrevista ao O Benfica Ilustrado 
(n.º 80, 1 de Maio de 1964, Ano VII)

A Filosofia Portuguesa e o Sport Lisboa e Benfica

Eusébio e Cubillas
"Adepto do Belenenses desde tenra idade – ao que se sabe, em lance de afirmação diferenciadora perante os seus dois irmãos, um benfiquista, o outro sportinguista –, o filósofo [António Telmo] tornar-se-á, mais tarde, nos tempos áureos em que Eusébio e Coluna pontificam no Sport Lisboa e Benfica, fervoroso simpatizante do clube da Luz. É possível que o aceso benfiquismo de Afonso Botelho e de António Quadros, seus amigos e condiscípulos no magistério filosofal de Álvaro Ribeiro e José Marinho, tenha influenciado a mudança de sentido de Telmo, que, por um desses anos faustos dos encarnados, ao cruzar-se com Eusébio no Cinema Roma, em Lisboa, requesta um autógrafo ao pantera negra. É neste contexto de retumbante entusiasmo que, com alguma naturalidade, surge a entrevista concedida pelo filósofo, faz exactamente hoje meio século, ao O Benfica Ilustrado, suplemento mensal do jornal O Benfica, à época dirigido por Botelho. Muito longe da futilidade oca e ligeira que tantas e tantas vezes surpreendemos no periodismo desportivo, as palavras télmicas destacam-se pelo seu interesse e pela elevação de quem as profere: um filósofo é um filósofo!... (...) O jornal O Jogo, que vimos seguindo, dá-nos conta, na sua edição de 13 de Junho desse ano de 1997, das analogias que o pensador estabeleceu entre o jogo e a filosofia. Dois dias antes, em evidente registo lúdico, afirma-se haver quem, na Invicta, espere de Telmo um novo livro, intitulado O Império de Jardel... Humano, porventura demasiado humano para alguns, este outro António Telmo. Mas, afinal, o mesmo de sempre. Quando, com António Quadros, acabado o ágape filosófico com os mestres, mãos nos bolsos, assobiando, sorridente, entrava no primeiro café onde se lhes deparasse uma mesa de matraquilhos..."

Pedro Martins
Texto completo aqui


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Seu atributo também

"Se a quem deram a beleza, só seu atributo, castigam com a consciência da mortalidade dela; se a quem deram a ciência, seu atributo também, punem com o conhecimento do que nela há de eterna limitação; que angústias não farão pesar sobre aqueles, génios do pensamento ou da arte, a quem, tornando-os criadores, deram a sua mesma essência? (...)" 

Fernando Pessoa 
(1924)

terça-feira, 20 de maio de 2014

Camaradagem e garantia da admiração permanente























Ao António Quadros [APRESENTAÇÃO DO ROSTO] lembrança da boa camaradagem e garantia da admiração permanente
do
Herberto Helder

Lisboa, Junho, 68

"Numa noite do mês de março, estava o tempo esplêndido, olhei para as minhas mãos, e vi uma nódoa branca.
Compreendam-me.
Eu era um homem sereno, emocionalmente próspero, digamos, sem entretanto me entregar à dissipação.
Convivia com muita gente e podia fazer com que me amassem.
Claro, não amava ninguém, mas a minha vida era como que atravessada diariamente por um calor tranquilo e ligeiro.
E então vi de repente que tinha uma nódoa branca na mão direita.
(...)
Achava-me de certo modo, um indivíduo sem culpas, conhecendo algumas leis seguras, amando lentamente a terra e as estações.
Organizara mesmo um conjunto de aforismos, e acreditava na imparcialidade e - quem sabe? - talvez até acreditasse na justiça.
Havia de ter um dia um talhão de rosas e ser-lhes-ia dedicado.
Rosas tornam o espírito condescendente e vagaroso e dão aos gestos uma grave e amável subtileza.
Tinha esse projecto, o das rosas, certamente. (...)"

Herberto Helder
Apresentação do rosto (1968) pp.158-159

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Hiper-especialização ou abertura total

"No ensino [a hiper-especialização] cria logo condições não favoráveis (...) ao espírito de totalidade. Por outro lado, também há no interior do ensino a tendência de abertura total. (...) Vivemos num período de tensão. Pelo menos há tensão. Já é alguma coisa..."


Álvaro Siza Vieira

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O diabo, meu Senhor, inventor da moral


"Rica farça a moral! Não me ilude.
Examinem qualquer vendedor de virtude,
Casto como um carvão, magro como um asceta:
A abstinência é impotência, o jejum é dieta.
O diabo, meu Senhor, já vélho e desdentado,
Sifilítico, a abanar como um gato pingado,
O trazeiro sarnoso, em gangrena a medula,
Exaurido a chupões de luxúria e de gula,
Sentindo-se perdido e rabiando, afinal
Quis vingar-se do mundo… e inventou a moral! (...)"

Guerra Junqueiro
Pátria (1896)

terça-feira, 6 de maio de 2014

Para saber andar, é preciso andar


"A liberdade nunca é uma dádiva graciosa; é sempre uma penosa conquista; e resulta uma quimera abusiva estar-se à espera de que um povo se prepare para o exercício de seus direitos afim de só então lh'os conceder.
Como se há-de ele preparar se os não exercita? E não é ridículo acreditar que os interesses que a liberdade popular arruína serão tão magnânimos que se darão a habilitar os explorados a descartarem-se de seus exploradores?
É certo que as multidões oprimidas, quando uma vez conseguem desafogar e libertar-se, têm cometido excessos lastimosos. Mas mais responsáveis são aquelas classes privilegiadas, aquelas instituições egoístas cujo timbre consistiu em tiranizar.
Portanto, em resumo, para um progresso positivo, não há preparação prévia possível. Para saber andar, é preciso andar. (...)"

Sampaio Bruno
Modernos publicitas portugueses, (1906 ), p.148.

domingo, 20 de abril de 2014

A António Quadros



"Falo na ordem e no lugar estabelecidos e granjeio por isso o horizonte de muito caminho percorrido sem ter de proferir sobre ele o juízo final, que é acto mais divino do que humano. (...)"

Afonso Botelho
Três mestres do conhecimento (1993), p. 85

terça-feira, 15 de abril de 2014

No Jardim Botânico


"O poeta não é um pássaro que voa no céu azul. É um mineiro, que o trabalho obriga a descer sempre às suas jazidas. Nos corredores subterrâneos estão os meus tesouros. (...) No Jardim Botânico. A putrefacção das folhas já traz em si a garantia da radiosa ressurreição. (...)"

Lêdo Ivo
Confissões de um poeta (1979), p. 228.

sábado, 12 de abril de 2014

Literatura

"Dir-se-á que a literatura não é uma profissão, mas sim um sacerdócio, algo que plana acima do grosseiro materialismo da vida. (...)"

António Quadros
A Existência Literária (1962), p. 197

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Os expedicionários


Domingos Monteiro, Branquinho da Fonseca, José de Azeredo Perdigão, J. Monteiro-Gillo (Tomaz Kim), A. de Ferrer-Correia e António Quadros junto à carrinha da Biblioteca Itinerante nº. 13 (Bombarral).
Mais sobre as Bibliotecas aqui.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

A esta terra que sofre

A esta terra que sofre,
Diminuída, mutilada,
À procura de si própria,
Perdida, abandonada.

Mas ouvi, ó portugueses,
Corruptos ou estrangeiros,
Tontos, traidores, burocratas,
Ingénuos, fanatizados,

E vós também, os fiéis
Da verdade da raiz,
Ouvi o que diz o povo,
Ouvi a voz do país.

Portugal somos ainda,
Porque a semente que outrora
Germinou em terra ingrata,
Há-de reviver agora!

Em cada volta do tempo,
De novo começa o mundo.
Juventude, redescobre
O Portugal mais profundo!

(....)

Transviados, cabisbaixos,
Levantai o vosso olhar!
Pátria antiga, que sofreste
Há mais mar, p'ra além do mar!

(...)

António Quadros
Ó Portugal Ser Profundo, ed. Espiral (1980)

sábado, 5 de abril de 2014

Falar de raso


falar de raso sim mas só de lágrimas
quando alguém nos destrói um ângulo puro

João Rui de Sousa 
"ângulo raso" em Corpo Terrestre, Portugália, (1972) p.72

terça-feira, 1 de abril de 2014

O que me vale, acredite, é o vício de escrever para longe...

"Nesta Lisboa dos cafés vão-se desmoronando as tertúlias, em consequência das invejas e das intrigas. Há duas semanas que não vejo o António Quadros. As conversas habituais causam desânimo. O que me vale, acredite, é o vício de escrever para longe... (...)"

Álvaro Ribeiro
em carta para António Telmo | 30 de Outubro de 1958

sexta-feira, 28 de março de 2014

Discurso de António Ferro



Discurso de António Ferro, Presidente da Direcção da Emissora Nacional, sobre a importância da cultura musical portuense, por ocasião da inauguração dos estúdios do Emissor Regional do Norte da Emissora Nacional. Clique aqui.

"É possível que Lisboa não se preocupe musicalmente com o Porto, que a Emissora não vos tenha visitado tantas vezes quantas seria para desejar, mas a verdade, é que para estabelecer mais frequentemente esses contactos, teríamos de recorrer aos próprios artistas do Porto, visto serem eles afinal, em grande parte, que contribuem para a elevação do nível musical de Lisboa e para o próprio nível da Emissora. (...) Guilhermina Suggia, a grande musa do violoncelo, cujo arco é sempre um verdadeiro arco do triunfo (...) cuja arte faz hoje tanta falta a Lisboa como a visão do seu tejo ao azul da sua abóboda (...)"
António Ferro

quarta-feira, 26 de março de 2014

Nome de romance

"O «Nome de Guerra» (...) é talvez o único livro entre nós nos últimos trinta anos que merece o nome de romance. (...)"

António Telmo
n.º 5006, Lisboa, 12 de Setembro de 1956, pp. 7 e 15

terça-feira, 25 de março de 2014

Poemas de Natércia Freire


A António Quadros, à sua poesia, à sua alma, à singularidade do seu Pensamento, com a mais viva admiração e amizade, of.[erece]


Natércia Freire

"A vida vai expulsar-me, descontente,
e Deus me irá julgar e condenar,
porque me esperei em séculos ausentes
e não cumpri, presente, o meu lugar. (...)"

Natércia Freire
Música Perdida, em Poemas e Liberta em Pedra, (1967) pp. 106-107