Mostrar mensagens com a etiqueta Fernanda de Castro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fernanda de Castro. Mostrar todas as mensagens

sábado, 21 de junho de 2014

Ao António


Dedicatória de Fernanda de Castro a António Quadros
no romance póstumo Tudo é princípio (2006) 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

"Viagens, História e Poesia em Livros para Crianças"


"Talvez por ser filho de uma das escritoras portuguesas que com maior talento, vocação e imaginação cultivaram o género, Fernanda de Castro, há muito que me interessa ou mesmo apaixona toda a problemática da literatura oral e escrita para crianças. (...) Tinha 5 anos quando Almada Negreiros fez para mim uma aguarela com um grande cavalo de circo pintalgado e com uma bela acrobata, que me acompanhou durante toda a vida e que continuo a ter em minha casa, todos os dias debaixo dos olhos. (...)"

 António Quadros 
Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas, Boletim Cultural
VI Série, Nº 4, Março de 1985, disponível aqui.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

António Quadros e os animais

"Um dia, quando tinha quatro ou cinco anos, entrou na cozinha. Apesar das minhas recomendações, a Maria do Porto estava completamente proibida de matar fosse o que fosse em casa. Mas teimosa como era, um dia comprou uma galinha viva e matou-a em cima da mesa da cozinha no momento exacto em que o António entrou. Quando viu a galinha a espernear e a mesa coberta de sangue, teve um choque tão grande que, aos gritos e desfeito em lágrimas, se agarrou às saias da Maria, dando-lhe murros nas pernas com as suas mãozinhas crispadas. Eu peguei nele ao colo, levei-o para o quarto e comecei a dizer coisas à toa, coisas sem sentido que não serviam para nada, pois, de facto, não sabia verdadeiramente como fazê-lo compreender e aceitar aquela atrocidade. A certa altura, como supremo argumento, disse-lhe que a galinha estava muito velha, muito doente e que mesmo as pessoas quando estão muito velhas e muito doentes têm de morrer. Ele então olhou-me com os seus grandes olhos azuis marejados de lágrimas: - Morte morrida, sim, morte matada, não!"

Fernanda de Castro, Ao Fim da Memória, vol. I, pag. 279

sábado, 8 de março de 2008

Fernanda de Castro, sobre António Quadros no periodo da sua juventude:

Calado, tranquilo, sem fazer ondas, seguia serenamente o seu caminho, sem sobressaltos, mas de maneira eficiente e segura. (in Ao Fim da Memória)