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domingo, 19 de abril de 2015

Ruben A.

Ruben A. em Ponte de Lima com Sophia de Mello Breyner
e Francisco Sousa Tavares

- Em que idade escreveu (e publicou) o primeiro livro?
- 28 anos. Páginas I. 1949. Fez cócegas na sonolência nacional. Quem as fez acordar do barbitúrico râncico foi o João Gaspar Simões e o António Quadros. É a verdade, a eles devo muito.

Ruben A.
Diário Popular, 10 de Julho de 1975

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Homenagem a José Régio | 23 de Janeiro de 1979

António Quadros, ?, Natália Correia, João Gaspar Simões e Ary dos Santos
Homenagem a José Régio, Lisboa, 23 de Janeiro de 1970

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"António Quadros um jovem crítico português"


"Talvez não estejamos desligados de Portugal, dos escritores portugueses contemporâneos, tanto quanto se diz. Há sempre os leitores de António Sérgio, João Gaspar Simões, Casais Monteiro, José Osório de Oliveira, Manuel Anselmo, sem falar dos poetas, é de um crítico jovem que quero tratar, de António Quadros, que reuniu em "Modernos de ontem e de hoje", os seus ensaios literários dos vinte anos, um voluminho simpático (Portugália Editora, Lisboa) que nos traz um mundo de escritores, de artistas que lhe serão caros e que encontram eco na nossa sensibilidade.  António Quadros diz as coisas que ele pensa com um jeito (fino, essa delicadeza incomum em alguns críticos, e os seus ensaios acabam sendo uma ronda amorosa em torno de escritores e ideias. Ronda de que ele não exclui os brasileiros, um José Lins do Rego, um Ribeiro Couto, um Enrico Verissimo. (...) António Quadros mostra, à medida que vamos entrando na sua intimidade, no seu convívio com os livros, uma inteligência muito sensível que pouco tem de adolescente, de vinte anos, que mais parece revelar um velho habitus literário. (...) Não sei de nada sobre ele a não ser este livro, não conheço referência a ele em outros escritores, mas acho que sei alguma coisa, acho que sei um pouco desta sensibilidade devotada ao belo, ao humano, que se oferece à gente neste volume de trezentas páginas. Os seus ensaios provam uma vivência literária e um estado intelectual e lírico que a gente encontra com menos assombro num Roberto Alvim Corrêa, num Augusto Meyer, para falar nos nossos, do que neste companheiro de vinte anos. (...)"

Carlos David
"Um jovem crítico português", Letras e Artes (Suplemento de "A Manhã") 
16-03-1952

terça-feira, 12 de março de 2013

Nostalgia de uma pátria


"(...) a profecia do Quinto Império (...) constituiu um dos esteios do idealismo patriótico de Fernando Pessoa, o qual, se na esfera do real manifesta a puerilidade primitiva do espírito que o concebeu, no domínio da poesia vem a ser uma das fontes que alimentam o rio da sua imaginação, insuflando-lhe esse Além, que é uma das mais intensas da sua obra poética. Material como é o idealismo patriótico tradicionalista, este idealismo patriótico em Fernando Pessoa não era, no fim de contas, senão uma forma de realização espiritual desse sentimento de nostalgia de uma pátria psicologicamente sita na infância e metafisicamente na Imortalidade." 

 João Gaspar Simões

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Ainda João Gaspar Simões, nos 25 anos da sua morte

João Gaspar Simões
"(...) Gaspar Simões andava sempre carregado de trabalho (crítica semanal no Diário de Lisboa e no Diário de Notícias, colaboração literária no Diário Popular e noutros jornais, a redacção da sua própria obra, e ainda a escravatura de tradutor em que por necessidade nunca deixou de andar enredado). No entanto, era frequente passar pelo café Brasileira do Chiado nos fins de tarde, quando se deslocava para entregar, ou artigos nos jornais, ou lotes de páginas traduzidas nos editores. Era pessoa discreta, mas controversa, nos meios literários pois todos e cada um temiam o seu juízo quando lhe enviavam um livro para crítica, um trabalho que exerceu até à morte, vencendo as objecções que lhe foram movidas pela corrente erudita ou crítica mediata, proposta pelas novas gerações das Faculdades de Letras, que recusavam valor científico à crítica imediata, da qual Gaspar Simões era o pontífice indiscutido. E, não obstante, foi no contexto do criticismo presencista e do exercício da crítica imediata, que a literatura portuguesa cresceu e floresceu. Gaspar Simões algumas vezes se enganou nos prognósticos, mas em muitas outras teve a premonição de, nas suas leituras, adivinhar se os autores novíssimos seriam, ou não, autores com futuro."

Pinharanda Gomes
em "A tertúlia de Álvaro Ribeiro e de José Marinho"
Revista Nova Águia, nº 8, 2011, pp 117-125.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Completam-se hoje 25 anos desde a sua morte.

João Gaspar Simões
Escritor, ensaísta, crítico literário, jornalista e tradutor, João Gaspar Simões nasceu na Figueira da Foz em 1903 e morreu em Lisboa a Janeiro de 1987. Dedicou grande parte da sua actividade literária ao estudo e à divulgação da obra de Fernando Pessoa, Antero de Quental, Camilo Pessanha e Eça de Queiroz. Foi um dos fundadores da revista Presença (1927-1940), escreveu nos jornais Diário de Lisboa, Diário Popular, Primeiro de Janeiro e Diário de Notícias, entre outros, e foi, para além de dramaturgo, tradutor de Balzac, Jean Cocteau, Dostoievski, Gogol, Aldous Huxley, Joyce, Kafka, D. H. Lawrence, Thomas Mann, Tchekov, Tolstoi, entre muitos outros.

Esteve com António Quadros em várias ocasiões, nomeadamente no Brasil, em Novembro de 1985, por ocasião de um círculo de conferências sobre Fernando Pessoa na Universidade de Brasília.