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quarta-feira, 13 de maio de 2015

João Cabral de Melo Neto e Ruben A.

"Aquela nossa viagem de automóvel foi uma das melhores que fiz na vida e ainda tenho nos olhos tudo o que vi (...)"

João Cabral de Melo Neto sobre um passeio ao norte 
de Portugal na companhia de Ruben A.
28 de Abril de 1968


Egipto

"Com a publicação do romance póstumo Kaos, termina a carreira literária de Ruben A., a menos que o livro, várias vezes anunciado pelo autor mas nunca aparecido Egipto - Os mortos também comem, possa surgir um dia das profundezas de um qualquer recôndito. (...)"

Liberto Cruz e Madalena Carretero Cruz
Ruben A. Uma biografia, Editorial Estampa (2012), p.279

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Ao António – amigo entre os amigos


Ao António – amigo entre os amigos – companheiro de lides
várias –  com um forte abraço teu velho amigo e admirador
grato

Ruben A.
Out/64

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Um nervosismo absurdo, sem cura, que me havia de prejudicar pela vida fora

"O efeito medíocre das minhas classificações nunca me preocupou muito... Um nervosismo absurdo, sem cura, que me havia de prejudicar pela vida fora, tanto em casos amorosos como em situações de relativa importância. Deformava a realidade e criava em seu lugar uma poderosa imaginação... deu-me uma certa humildade que conservei intacta pela vida fora. Realmente nunca passei a arrogante."

Ruben A.
O mundo à minha procura I (1964)

domingo, 19 de abril de 2015

Ruben A.

Ruben A. em Ponte de Lima com Sophia de Mello Breyner
e Francisco Sousa Tavares

- Em que idade escreveu (e publicou) o primeiro livro?
- 28 anos. Páginas I. 1949. Fez cócegas na sonolência nacional. Quem as fez acordar do barbitúrico râncico foi o João Gaspar Simões e o António Quadros. É a verdade, a eles devo muito.

Ruben A.
Diário Popular, 10 de Julho de 1975

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Quadrilhas de burlões


"Nada me satisfaz mais na vida do que presenciar cenas em que o espírito de intrujice se manifesta com toda a sua regularidade. Aldrabões de feira com cobras ao pescoço, estadistas do império, ciganos de passamanarias, cantoras de café-concerto, prestidigitadores de cartola, coelhos e pombas, escamoteadores de carteiras sorrindo para os incautos, ditadores de países latinos, vendedores ambulantes de literatura crítica, tradutores de línguas vivas, chaffeurs de táxi italianos, gregos e árabes, mulheres sérias, curandeiros, bruxos, automóveis em segunda mão, emissoras nacionais, quadrilhas de burlões de nomeada internacional, animando jornais com os seus frutos regulares e destros em Paris, Madrid, Roma e Londres, maridos de herdeiras ainda fazendo cerimónia, trapaceiro sinónimo de trampolineiro, conferências de desarmamento, visitas de pêsames, contos do vigário, comunicados para esclarecer a opinião pública, bilhetes viciados de lotaria vendidos a parvónios no Terreiro do Paço, charlatão com rezas a preceito actuando de porta em porta e conquistando as beatas da freguesia, religiosos circunspectos, encontros meramente casuais, gato por lebre, sírio por sério. (...)"

Ruben A. 
Um adeus aos deuses, Livraria Portugal (1963) p.47

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Lembra um Sá-Carneiro que escrevesse romances...



"Romance de inspiração surrealista, mas muito mais "lógico" do que outros livros do autor, em que, (...) Ruben A. mostra a cisão natural da alma humana, dividida entre personalidade que por vezes se afrontam.  Lembra um Sá-Carneiro que escrevesse romances."

António Quadros
(fichas de leitura para o departamento de aquisições da Fundação Calouste Gulbenkian)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

António Quadros sobre...

A Torre de Barbela de Ruben A.

"[...] Se o romance Caranguejo (1954), escrito ao contrário, de diante para trás, com uma atmosfera kafkiana, permanece um dos marcos principais da nossa mais inovadora novelística dos últimos 35 anos, e se os três volumes de O Mundo à Minha Procura (1964-1968) contituiem paradigma da autobiografia primordial, em que o eu-omphalos, o eu-umbigo do mundo, é o herói de um mito solar em desagregação, oscilando entre a auto-ironia crítica, a saudosa elegia dos paraísos perdidos e a secreta, silenciada esperança numa regeneração do cosmos em sua volta. A Torre de Barbela, um dos romances mais originais que entre nós foram escritos, é a obra prima, escrevemos no In Memoriam, de um Ruben minhoto enxertado de surrealista metafísico e de comediógrado à Ionesco. [...]"

António Quadros
Estruturas simbólica do imaginário na literatura portuguesa
Átrio, 1992, p.185