António Telmo
"Dois filósofos portuenses e a simbólica do Porto",
em Nova Renascença, (III), nº8, 1982, pp. 386-388.
em Nova Renascença, (III), nº8, 1982, pp. 386-388.
| Arquivo Delfim Santos 2011 |
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| Desenho de Monteiro Lobato |
Saciologia Goiana desenvolve-se aliás, em estrutura coerente, fazendo o levantamento saudosista e mítico de Goiás, cuja literatura e folclore o poeta usa e assume, assim fazendo convergir o fundo e a forma para uma finalidade comum. Sucessivamente, Gilberto nos apresenta efectivamente poemas intitulados "Goiás", "Geografia do Mito", "Descrição", "Fronteiras", "Ser tão Camões"(religando a paisagem e a inspiração espontânea da poesia goiana à matriz luso-camoneana), e ainda "Caminhos", "Localidades", "Hidrografia", "O Rio", "Etnologia", "O Mato Grosso Goiano", "História", "Conto de Fada", "Manifesto da Cozinha Goiana", etc., etc, num intento global de reconstituição poética de uma região, de uma “alma colectiva”, de uma geografia natural e humana, que temos de considerar não só raro, como também realizado nos termos a si próprios propostos pelo autor.
"(...) o ideal literário de Duhamel é contar o homem médio, o pequeno burguês parisiense que vive em quatro compartimentos com um ordenado demasiado estreito para extravagâncias, o pequeno burguês e todo o complicado processo que forma a sua não menos complicada personalidade - os seus actos, os seus sentimentos, os seus ideais, as suas convenções. (...) Para interessar o leitor, era preciso que as personagens de Duhamel, além de homens médios tipos, fosse originais, susceptíveis de prender fortemente a atenção. E pronto. Um caso original, raro, um desfecho imprevisível, carácter diferentes, e eis o leitor preso, algumas vezes mesmo, prodigiosamente interessado.(...) A filosofia de Duhamel é amarga, despeitada, e o Diário de Salavin é um exemplo que ilustra perfeitamente esta afirmação. O homem que quer sair de si próprio e não o consegue, que continua sempre e desesperadamente homem. (...) Diário de Salavin é algo mais do que um retrato do homem médio, algo mais do que nós próprios, algo menos do que nós, mas tristemente, profundamente, nós."![]() |
| Georges Duhamel Fotografia de Henri Cartier Bresson (Junho de 1944) |
Natureza, Razão e Mistério uma leitura comparada de Sampaio (Bruno), de 2009, edição da Imprensa Nacional Casa da Moeda, Colecção: Estudos e Temas Portugueses, ocupa-se, de modo inovador, aprofundado e reflectido de um conjunto de questões centrais na filosofia portuguesa contemporânea, como a ideia de deus, a concepção da religião, o problema ou mistério do mal, o conceito de razão ou o sebastianismo e o messianismo português.